— Sua filha dorme a noite toda?

— Não, acorda bastante, eu quase não durmo…

— A minha dorme a noite todinha, não tenho essa preocupação.

— Que legal!!

Ouvi isso quando minha filha tinha menos de um ano de idade, período no qual ela acordava muito durante a noite.

A partir dessa experiência já podemos notar o quanto a maternidade é diversa, cada uma com sua identidade, seu jeitinho, suas lutas e dores. Percebam que não existe uma regra. Não devemos, portanto, comparar o ritmo de desenvolvimento dos(a) nossos(as) pequenos(as) porque isso em algum momento pode nos frustrar. Entretanto, cabe a nós buscar informações sobre as fases de aprendizagem da criança, pois nos dá um alívio ver que nosso(a) filho(a) está se desenvolvendo bem.

Precisamos enxergar aquilo que é bom como um estímulo, um incentivo para tentarmos melhorar o que não anda muito bem ou para colaborarmos com aquelas mães que buscam ajuda, assim formamos uma rede solidária e empática.

Na maternidade, podem morar mundos completamente diferentes, mas isso não impede o compartilhamento de experiências, de algo que vem dando certo na educação e desenvolvimento dos nossos filhos.

Pensem nas mídias sociais… que tal usá-las para passar aquilo que é bom e que pode ajudar alguém? E por que não recebemos essas informações de coração aberto e as colocamos em prática? A troca de experiências é muito significativa, sobretudo se a fazemos de coração, quando nos doamos para contribuir com aquilo que funcionou com a gente.

O universo materno é cheio de dúvidas, incertezas. Que mãe não já se deparou com algo que parecia ser sem solução? Acredito que muitas já tenham passado por isso. Quantas não tiveram dúvidas do tempo certo de tirar a chupeta, de como tirar a fralda e qual o tempo para isso, como posicionar a criança do jeito certo na hora de amamentar e tantas outras dúvidas que martelam em nossas cabeças e que muitas vezes são sanadas com um vídeo no youtube, um post em algum instagram que fale sobre maternidade ou uma leitura em algum blog.

Sabem o que todas essas alternativas têm em comum? O princípio da colaboração, é essa rede que sempre gosto de lembrar em meus posts e do quanto ela é importante entre as mamães.

Mostrar o seu(ua) filho(a) fazendo uma atividade não significa que você está querendo dizer que ele é melhor, tampouco significa compará-lo(a) com outras crianças que não gostam ou ainda não conseguem fazer, mas se trata de um incentivo, devemos abraçar isso como um estímulo para que assim possamos praticar com os nossos em nosso lar.

Pense no desenvolvimento do(a) seu(ua) filho(a), isso já é algo de bom que ele pode levar para a vida e lá na frente encarar esse assunto de uma maneira diferente.

Agradeço por terem me acompanhado até aqui e, para complementar esta leitura, gostaria de convidá-las a assistir ao vídeo “A irmandade da maternidade.”

Até logo, mamães!