Muitas vezes, buscamos padrões para nossas crianças, seja na forma de vesti-las, no estilo do cabelo ou na maneira de educá-las. De modo geral, estamos tentando seguir exatamente aquilo que chamam de certo.

Entretanto, acredito que esses padrões não contribuem na educação dos nossos filhos por nos induzirem para uma visão errônea sobre o que é certo e errado.

Venho buscando conceitos voltados à inteligência emocional e à educação positiva por acreditar que é possível educar fora dessas predeterminações, por acreditar que precisamos conhecer melhor os sentimentos dos nossos pequenos para então ajudá-los a compreender cada fase que vivenciam.

Pode até ser clichê, no entanto, essa frase diz tudo: Cada criança é única! Logo, a maneira de educá-la também será.

Não existe uma regra infalível, existem caminhos que dão mais resultados positivos que outros, porém, cada um percorre no seu próprio tempo, o que nós pais precisamos fazer, além de tudo, é tentar compreender o que está por vir e assim dar a eles, bem no início desse trajeto, algumas ferramentas que serão fundamentais lá na frente.

Vejo a disciplina positiva como um caminhar desafiador, mas de grandes mudanças para nós e de riquíssimos ensinamentos para nossos filhos. Afinal, a compreensão e o autoconhecimento ocupam o lugar que seria para a regra pronta.

Sei bem que não é fácil ver uma criança fazendo birra na frente de todo mundo ou se acabando de chorar e perceber as pessoas comentando. Todo pai/toda mãe fala: Quando chegar em casa você me paga. Não é verdade? Rsrsrsrs. Esse é o padrão, a maioria age assim e eu não sou diferente! Mas venho buscando mudanças, por observar que essa atitude não surtiu muito efeito por aqui.

Vejo que aquele momento do “show da criança” é a nossa hora de agir e entender o que está acontecendo, de compreender os sentimentos dela, apesar de não ser tão fácil assim. Mas o simples fato de tentarmos já é um grande avanço para eles e também para nós.

É um momento em que mostramos o quanto a empatia é essencial em nosso meio e que parar um pouquinho e se colocar no lugar do outro só nos faz pessoas melhores. São gestos pequenos, mas que ensinam tanto!