O artigo 227 da Constituição Federal diz que é dever da família assegurar à criança direito à
vida, educação, saúde, alimentação, convivência comunitária, dentre outros deveres. O art. 229 também vem dizendo que os pais devem educar, ajudar e criar seus filhos menores.

Você deve estar se perguntando: por que falar disso, se sei de meus deveres enquanto
mãe/pai?

A gente sabe e deve trabalhar isso todos os dias em nosso interior para jamais esquecermos nossas responsabilidades, e apesar de não sermos somente mães e pais, pois temos outras tantas funções, essa que nos foi dada é pra ser exercida com muito amor para, dessa forma, assegurarmos aos nossos filhos todos os cuidados necessários e que assim eles possam ver a vida com um olhar mais leve e cheio de esperança.

Quando falo de amor, também falo de tempo de qualidade com nossos filhos, e para isso a gente não precisa de muito. Diversas vezes nos cobramos demais, vivemos nos comparando com outras mães, com outras realidades, com outras vidas, quando devemos apenas focar no mundo da gente e tentar fazer dele o melhor possível, sem culpa, sem medo. Devemos oferecer às nossas crianças qualidade e não quantidade, e trazer de fora apenas o que acrescenta.

A maternidade precisa ser uma rede de apoio e não de comparação, pois sempre existirão realidades diferentes, mas que são tão cheias de experiências, que podem contribuir tão grandemente em nossa vida e na vida de nossos filhos.

Logo que me tornei mãe, vivia fazendo esse confronto de realidades e mundos, enxergava famílias tão perfeitas, tudo tão lindo e extraordinário na vida de outras crianças. Parecia que eu era tão incapaz. Mas logo compreendi que quando existe amor, ali está a perfeição que a gente tanto busca, dali vem a força, a criatividade, o entusiasmo, vem o desejo, como diz o ditado popular: de usar um limão para fazer uma limonada. E assim comecei a enxergar além e
extrair daquilo que eu via apenas os bons exemplos e esses, sim, coloco em prática na vida da minha filha.

Agir com sabedoria para educar os nossos filhos com sabedoria.
Eles precisam ser guiados por nós para que vejam suas capacidades. As crianças começam a perceber isso, por exemplo, em um simples desenho que conseguem fazer sozinhas. A gente é responsável por essa descoberta, pois apresentamos a elas lápis e papel. Parece tão pouco não é?

Materialmente falando é muito pouco sim, no entanto, se falarmos do amor e gratidão que foram colocados naqueles materiais, estamos nos referindo a educar com sabedoria.

Educar vai muito além de transmitir conhecimento, é preciso muita parceria e comprometimento da nossa parte para que seja possível mostrar aos nossos filhos os caminhos que a vida tem a oferecer e que eles possam ir aprendendo ao longo do tempo qual o melhor a seguir.
Não precisamos e jamais seremos perfeitos, mas que tal a gente tentar ser melhor dia após dia? Sem comparação, estresse, culpa ou qualquer outro sentimento que paralise a gente e consequentemente nossos filhos.
Busquemos ser livres e perseguidores assíduos de uma vida linda, sempre regada com o que temos de melhor, pois seremos os responsáveis por aquilo que será colhido, vamos, então, plantar tudo que pode florescer.

Beijos de luz!!!

Para hoje, apresente a seu(ua) filho(a) um livro, uma tinta, um papel, um lápis ou algum outro recurso, mas apresente, conte uma história e mesmo que ele não preste atenção, continue. Cada criança pode reagir de um jeito diferente, pois cada uma tem seu tempo e sua maneira de aprender. Dedique um momento, que seja pouco, mas esteja lá de verdade, ensine como manusear cada material e no momento certo a criança vai demonstrar o interesse.
Respeite o tempo de cada um!